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Dúvidas Frequentes


Infertilidade / Reprodução Assistida

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O que é infertilidade?

Infertilidade é definida como a não obtenção de gravidez num casal que mantém relações sexuais durante o período de um ano, sem utilizar métodos contraceptivos ou também a incapacidade de engravidar, levar a gestação a termo. Cerca de 15% dos casais apresentam algum tipo de infertilidade.

O que causa infertilidade?

Existe uma variedade muito grande de fatores que podem influenciar na fertilidade. Entre as causas femininas de infertilidade podemos apontar: distúrbios hormonais que impeçam ou dificultem o crescimento e liberação do óvulo (ovulação); problemas nas trompas provocados por infecções, cirurgias, endometriose; muco cervical hostil ou ausente, que impeça a passagem dos espermatozoides; idade, a partir dos 35 anos, o potencial de fertilidade feminino começa fisiologicamente a diminuir.

Para os homens, as causas mais comuns de infertilidade são: diminuição no número de espermatozoides; diminuição no número de espermatozoides móveis; aumento no número de espermatozoides de forma anormal; ausência na produção de espermatozoides; processos obstrutivos que alterem ou impeçam a ejaculação dos espermatozoides; dificuldades na relação sexual.

Em torno de 20% dos casais não encontramos um fator definido que justifique a infertilidade; são os casos de ESCA, infertilidade sem causa aparente.

Quem é mais responsável pela infertilidade: o homem ou a mulher?

Ao contrário da crença popular, a mulher não é a principal responsável pelos problemas de fertilidade. 40% são de causa masculina, 40% de causa feminina. Em 20% das vezes coexistem fatores masculinos e femininos de infertilidade. Assim, o homem e a mulher contribuem para a infertilidade conjugal na mesma proporção.

De que forma a endometriose causa infertilidade?

Existem vários mecanismos que podem explicar a infertilidade. O mais comum é a formação de processos aderências, decorrentes de processos inflamatórios provocados pelo sangramento interno dos focos de endometriose. Esses processos aderências podem se instalar em torno de estruturas nobres para a fertilização, como trompas e ovários. Outros mecanismos de infertilidade são: alterações hormonais decorrentes do comprometimento ovariano; causas imunológicas e alterações ao nível da membrana do óvulo, que a torna mais resistente, dificultando a fertilização pelo espermatozoide.

Paciente com endometriose pode engravidar normalmente, sem tomar remédios?

Sim, depende do grau da endometriose. Em casos muito severos a gravidez só será possível através de técnicas de fertilização assistida.

Qual a chance de uma mulher que só tem uma trompa engravidar?

Se a paciente não tem outro fator de infertilidade, as chances são excelentes, desde que a paciente ovule do lado que tem a trompa, de maneira espontânea ou induzida por medicação.

E quando só tem um ovário?

Da mesma forma, mantêm-se as mesmas chances se não existirem outras causas de infertilidade. A mulher passará a ovular todo mês pelo ovário remanescente. Tendo uma trompa com potência, ou seja, permeável e móvel, o potencial de fertilidade dessa mulher não deve modificar-se. Se a trompa não existe ou não tem boa qualidade provavelmente se usará técnicas de fecundação in vitro.

As aderências nas trompas são operáveis? Qual é a probabilidade de uma cirurgia ser bem-sucedida?

As aderências tubárias podem ser operadas, dependendo o sucesso da cirurgia, do grau e extensão das aderências, bem como da experiência do cirurgião.

Até que idade uma mulher pode ter filhos?

Enquanto estiver ovulando, a mulher pode ter filhos. A partir dos 35 anos seu potencial de fertilidade diminui em função da sua reserva ovariana (número de óvulos), bem como o aumento do índice de abortamentos, devido a alterações cromossômicas nos óvulos, que tem sua qualidade comprometida com o passar do tempo. Atualmente, com a utilização de técnicas de reprodução assistida, teoricamente não existe limite de idade para a maternidade.

O que é varicocele e como pode causar infertilidade?

A varicocele é a dilatação anormal de veias do plexo pampiniforme, que se situam ao redor do testículo, determinando uma dificuldade do refluxo do sangue venoso, criando um ambiente hostil ao desenvolvimento dos espermatozoides. A incidência de varicocele na população masculina é de aproximadamente 15%. Nem todos os homens com varicocele terão problemas para gerar filhos, porém, entre os homens inférteis, a varicocele é uma causa frequentemente encontrada. Várias teorias existem para explicar como a varicocele pode afetar a fertilidade: o aumento prolongado da temperatura testicular causada pela dificuldade do fluxo venoso teria efeitos deletérios sobre a produção dos espermatozoides; concentrações anormais de substâncias tóxicas poderiam impedir o desenvolvimento normal dos espermatozoides; o fluxo venoso anormal aumentaria os produtos do metabolismo celular e diminuiria a concentração de oxigênio e nutrientes necessários à produção dos espermatozoides; o fluxo sanguíneo anormal poderia também interferir na concentração de testosterona, a qual poderia interferir na produção dos espermatozoides.

Oligospermia e astenospermia: o que é, qual é a causa?

A oligospermia é a diminuição da quantidade de espermatozoides. A astenospermia é a diminuição da quantidade de espermatozoides móveis. As causas de oligo e/ou astenospermia são variadas, devendo se proceder com avaliações específicas para o homem.

O que é reprodução assistida?

São todas as técnicas utilizadas para tratamento da infertilidade, desde técnicas mais simples, de baixa complexidade, como indução de ovulação, coito orientado, inseminação artificial, até as técnicas de alta complexidade, que são fertilização in vitro, injeção intracitoplasmática de espermatozoide, assited hatching, biópsia de embrião.

As chances de ocorrerem malformações congênitas aumentam com a utilização de técnicas de reprodução assistida?

Não. Teoricamente diminuiriam, pois estamos acompanhando e avaliando a qualidade dos óvulos, espermatozoides e embriões transferidos. Na verdade, mantém-se o mesmo índice de malformações da população que engravida espontaneamente, sem utilizar as técnicas de reprodução assistida.

Qual é a duração de um tratamento de infertilidade?

A duração depende da causa da infertilidade e do tratamento indicado. Depois de iniciado o tratamento, este dura em média de 25 a 30 dias, o mesmo período do nosso ciclo menstrual, cada ciclo de tentativa.

Qual a diferença entre inseminação artificial e fertilização in vitro?

A inseminação artificial consiste na colocação de sêmen, preparado em laboratório, no aparelho genital feminino, mais comumente dentro do útero, durante o período peri-ovulatório. Na fertilização in vitro (“bebê de proveta”), é realizada a aspiração folicular, via vaginal com auxílio do ultrassom, para captação dos óvulos, sendo levados ao laboratório para serem inseminados, mantidos em cultura para observação da fertilização e divisão celular, sendo então transferidos para o interior do útero em estágio de pré-embriões. Para ambas as técnicas é necessária utilização de drogas indutoras da ovulação e monitorização da ovulação.

Posso escolher o sexo do meu filho?

No Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina e as normas que regem as técnicas de fertilização assistida, só é permitido quando existem doenças familiares ligadas ao sexo.

Qual é o custo de um tratamento de reprodução assistida?

Depende do tipo de tratamento indicado.

O risco de gravidez múltipla é grande com o tratamento de reprodução assistida? Como pode ser evitado?

A chance de ocorrer gestação múltipla aumenta com esses tipos de tratamento, devido ao uso de medicações indutoras da ovulação, que fazem com que o ovário produza mais de um óvulo e no caso da fertilização in vitro porque se transfere mais de um embrião para o útero. Com a melhora na qualidade dos embriões é possível transferir um número menor de embriões com a mesma taxa de gravidez e menor risco de gravidez múltipla.

Por que congelar sêmen?

Deve-se congelar sêmen de pacientes que vão se submeter a tratamento que podem comprometer a fertilidade (quimioterapia, por exemplo) ou mesmo vasectomia.

Por quanto tempo o sêmen pode ficar congelado?

O sêmen congelado e armazenado manterá sua qualidade e capacidade de fertilização por várias décadas.

Como é feita a coleta de sêmen para congelamento?

Nos pacientes que ejaculam espermatozoides, através da masturbação, realizada no próprio Serviço; para pacientes que não apresentam espermatozoides no ejaculado, pode ser feita uma punção de epidídimo ou mesmo uma biópsia de testículo, e caso seja encontrado espermatozoides, estes podem ser congelados.

Precisa ser casado para congelar sêmen?

Não.

Menor de idade pode congelar sêmen?

Sim, com autorização dos representantes legais. Esta técnica de prevenção e conservação de espermatozoides é muito indicada e deve ser utilizada em todos os homens adultos ou menores de idade que produzem espermatozoides e serão submetidos a qualquer tipo de tratamento que por alguma eventualidade poderá danificar a espermatogênese, tais como quimioterapia, radioterapia e outros. Pode-se ainda proceder o congelamento de sêmen para aqueles pacientes que frequentemente estão viajando ou moram em outro local para utilização posterior do seu sêmen e suas esposas com técnicas de fertilização assistida.

Qual a probabilidade de o sêmen congelado “prestar” quando descongelado?

Depende das características do sêmen no momento do congelamento. Um teste pode ser realizado na amostra inicial colhida para o congelamento, que nos mostrará se este espermatozoide suporta o congelamento. Sabe-se que há uma perda em torno de 30% no número de espermatozoides potencialmente férteis. Com o uso das técnicas de reprodução assistida quase todos os sêmens podem ser congelados e usados posteriormente.


Ginecologia

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O que é um “preventivo”?

Como o nome sugere, trata-se basicamente de um exame de prevenção do câncer de colo uterino, serve também para detectar outras patologias da vagina e do colo do útero, como processos infecciosos, DSTs e também avaliação dos níveis hormonais. É realizado com a coleta de material do colo do útero para realização de citologia e microflora. Pode ser complementado pela colposcopia, exame que permite visualizar o colo uterino, a vagina, a vulva, o períneo, a região perianal e, no homem, o pênis, através de um aparelho, o colposcópio, que aumenta a imagem de 10 a 40x. Deve ser realizado anualmente por todas as mulheres com ou sem atividade sexual.

DST: o que é, como prevenir/tratar?

As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), também conhecidas como doenças venéreas, são um grupo de doenças que tem uma característica comum: a transmissão sexual. Podemos citar: sífilis, gonorreia, herpes, infecção pelo HPV, hepatite B, AIDS, dentre outras. A prevenção é feita com o uso de preservativos (camisinha). O tratamento ou controle da doença depende da DST.

HPV: o que é, como é transmitido, como tratar, quais são os perigos?

É um tipo de vírus que é transmitido sexualmente, que pode se alojar no colo do útero, vagina e vulva. Na vulva e vagina ele causa uma doença chamada condiloma genital ou “crista de galo”, caracterizada pela presença de verrugas genitais. O importante é que quando instalado no colo uterino existe uma associação com alguns tipos de HPV e câncer de colo de útero. O diagnóstico é feito através do exame preventivo (citologia e colposcopia), sendo necessário, às vezes, biopsia das áreas suspeitas e realização de exames que identificam o tipo de vírus envolvido. O tratamento é através da destruição química ou física das lesões. É importante que o parceiro seja encaminhado para uma avaliação com um urologista, onde um exame chamado penioscopia identifica áreas suspeitas de condiloma.

Candidíase: o que é, como é transmitido, como tratar, quais são os perigos?

Os fungos são microrganismos que podem existir nos genitais causando doença ou não. A Candida albicans é responsável por cerca de 90% das infecções e até 50% das mulheres infectadas podem não ter sintomas. A transmissão pode ser sexual, pode ser autógena (por exemplo mulheres que têm candidíase intestinal e transmite para a vagina), e a inflamação normalmente é desencadeada por fatores predisponentes, como gravidez, diabetes, vestuário inadequado (principalmente uso de roupas sintéticas), uso de antibióticos ou de anticoncepcionais, clima quente, etc. O tratamento é feito com drogas antifúngicas e correção dos fatores predisponentes. A candidíase de repetição pode perturbar as pacientes e ser de difícil tratamento.

Como prevenir o câncer de mama?

O câncer de mama está relacionado com altas taxas de morbi/mortalidade entre as mulheres. Métodos de prevenção: amamentação, autoexame, exames médicos de rotina – mamografia, a partir dos 35 anos de idade, citologia mamária, quando presente, secreção dos mamilos.

O que é o autoexame das mamas?

É a melhor e mais fácil maneira de se detectar os tumores de mama nas fases iniciais. Deve ser feito uma vez por mês, sempre uma semana após o término da menstruação ou se você não mais menstrua, sempre no mesmo dia do mês. O objetivo do exame é fazê-la conhecer a textura de sua mama. Isso permitirá que você perceba uma “mudança”. Quando isso ocorrer procure seu médico.

Câncer de colo do útero: o que é, como prevenir?

É uma doença maligna no colo uterino causada por alterações celulares que tem uma progressão gradativa, por isso é uma doença curável, quando descoberta no início. Previne-se com a realização do exame preventivo ginecológico, devendo a mulher visitar regularmente o seu ginecologista, no mínimo uma vez por ano.

O uso prolongado de anticoncepcionais hormonais (pílulas e injetáveis) interfere com a fertilidade?

No caso de pílulas e injetáveis mensais, não. A partir do momento que se suspende o uso, a mulher voltará a ovular. Quando se usa injetáveis trimestrais a fertilidade pode demorar um pouco para voltar.