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Tratamentos

Reprodução Humana

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Um diagnóstico de infertilidade não significa, em absoluto, a impossibilidade de ter filhos.

Como o índice de esterilidade real é muito baixo (10%), a maior parte dos casos inclui-se em estruturas inférteis ou subférteis, onde as causas podem ser defeitos dos espermatozoides, alterações da ovulação ou doença tubária.

Para que se determinem as prováveis causas das dificuldades procriativas, são necessários diversos procedimentos para avaliação, compreendendo exames clínicos e de laboratório, capazes de apontar, com a precisão necessária, os caminhos para o tratamento.

 


 

Baixa Complexidade

Indução da ovulação e  Coito Programado

O objetivo da indução de ovulação é, através do uso de drogas específicas, estimular os ovários a produzir um número pequeno de óvulos (não mais que três) e permitir que a fecundação ocorra por relação sexual (coito orientado) ou inseminação intrauterina, sendo, portanto, importante a monitorização da resposta ovariana às medicações utilizadas, realizada com ultrassonografia, dosagens hormonais seriadas e avaliação do muco cervical, a fim de serem maximizadas as probabilidades de uma gravidez e minimizados os riscos de hiperestímulo ovariano, gravidez múltipla e custos.

Tradicionalmente a indução de ovulação é usada para mulheres com anovulação ou oligo-ovulacão. Quando associada a inseminação intrauterina está sendo usada para tratar alguns fatores masculinos, infertilidade sem causa aparente e endometriose mínima.

Inseminação intra-uterina (IUI)

Este método permite a colocação do sêmen, preparado em laboratório a fim de concentrar e selecionar os melhores espermatozoides, diretamente dentro do útero, com ajuda de uma seringa e cateter (canudo condutor).

Os melhores resultados são obtidos quando a inseminação coincide com a ovulação induzida por medicações específicas.

É importante que a estimulação ovariana seja monitorada a fim de assegurar que não há uma grande quantidade de folículos periovulatórios, aumentando o risco de gravidez múltipla, bem como para determinar quando é o momento mais apropriado para a inseminação.

A inseminação artificial é indicada para infertilidade de fator masculino, fatores cervicais e infertilidade sem causa aparente. É importante que as trompas da parceira feminina sejam permeáveis.

Banco de Sêmen e Inseminação com Sêmen de Doador

Durante muitos anos o uso de banco de sêmen de doador era o único método disponível para tratar infertilidade por fator masculino severo. Recentes avanços nas técnicas de reprodução assistida, como a ICSI, fazem com que a utilização de sêmen de doador seja cada vez menos usada, mantendo indicação precisa nos casos de azoospermia absoluta.

Todos os doadores de sêmen são amplamente investigados, submetidos a exames médicos e psicológicos, inclusive testes para todas as doenças infecciosas, sexualmente transmissíveis e também genéticas. Todo sêmen doado é congelado e armazenado em botijão de nitrogênio líquido durante diversos meses antes de seu primeiro uso (quarentena), período durante o qual os doadores são novamente examinados quanto às doenças mais importantes.

Ao se indicar o uso de banco de sêmen de doador, a amostra de sêmen é selecionada com o máximo cuidado, levando em conta as características físicas do marido (grupo sanguíneo, fator Rh, cor de pele, cor e tipo de cabelo, cor dos olhos, estatura), a fim de obter a combinação mais próxima possível. É mantido o anonimato do doador de sêmen.

Esta técnica é também utilizada para mulheres que desejam ter filhos em “produção independente”, que não tem ou não desejam parceiros masculinos ou que possuem relacionamentos homoafetivos.

Congelamento de Sêmen

Prolongar a fertilidade é o principal objetivo dos homens que decidem congelar seu sêmen para uso posterior, é indicado para os que vão passar por algum tratamento médico, como quimioterapia, vasectomia ou cirurgias que podem colocar sua capacidade reprodutiva em risco.

É sempre bom garantir que sua fertilidade não será prejudicada. O sêmen congelado é mantido em botijões de nitrogênio líquido, a uma temperatura de –196°C e pode permanecer assim por tempo indeterminado sem perder suas características originais.

 


 

Alta Complexidade

Fertilização in vitro (FIV)

Técnica de reprodução assistida que consiste na colocação, em ambiente laboratorial, (in vitro), de espermatozoides, ao redor de oócito, procurando obter pré-embriões de boa qualidade que serão transferidos, posteriormente, para a cavidade uterina.
Inicialmente eram utilizadas em mulheres com obstruções das trompas, hoje a FIV é tida como opção para casais com fatores masculino, imunológico, ovariano e com endometriose, entre outras causas com dificuldades procriativas.

Congelamento de Óvulos

Diagnóstico pré-implantacional (PGD): exame realizado para diagnosticar a existência de doenças cromossômicas ou genéticas, antes que os embriões sejam colocados no útero materno.

Esta técnica representa uma alternativa de diagnóstico pré-natal.

Doação de Óvulos

Esta técnica possibilita o tratamento de mulheres que não produzem óvulos (falência ovariana precoce, menopausa, retirada dos ovários, pós-quimio ou radioterapia, doença genética), ou que os produzem com baixa qualidade (idade > 40 anos, ciclos anteriores cancelados por má resposta, falha de fertilização), como também para mulheres com doenças genéticas que possam ser transmitidas para seus filhos. Com isso são utilizados óvulos de doadoras que serão fertilizados com espermatozoides do marido da receptora e transferidos os embriões resultantes para o útero da receptora.

As doadoras de óvulos são mulheres jovens, com menos de 30 anos, que estão em tratamento de fertilização in vitro, que tenham como causa de infertilidade um fator masculino ou tubário, que através de autorização expressa se predispõem a doar parte de seus óvulos para a receptora. Ao se selecionar uma doadora, levamos em conta as características físicas, coma cor de pele, cor e tipo de cabelo, cor dos olhos, estatura e também grupo sanguíneo e fator Rh, a fim de se obter uma combinação mais próxima possível da receptora. As identidades de doadora e receptora são mantidas em sigilo.

Hatching Assistido Laboratorialmente

Técnica de micromanipulacão onde se faz uma abertura na zona pelúcida do embrião, membrana que o protege, para facilitar a sua saída e sua fixação no útero. Com sua aplicação, um embrião que poderia apresentar alguma dificuldade para realizar o hatching natural, tem eliminado esta barreira. Para sua realização pode ser empregada uma substância química ou o laser. Esta técnica é indicada para mulheres com mais de 40 anos, embriões que apresentem zona pelúcida espessa e naqueles casais em que houve falha de implantação em ciclos de FIV anteriores.

 

PESA, TESA, MESA, MESE

São técnicas cirúrgicas para captação de espermatozóides de homens com azoospermia. Essas técnicas permitem que homens, que por motivos diversos são incapazes de ejacular espermatozoides, tornem-se capazes de fornecer seus próprios gametas para fertilização dos óvulos de suas parceiras, por meio das técnicas de micromanipulacão de gametas – ICSI.

Como existe um risco teórico de que a infertilidade do parceiro masculino seja resultado de uma doença hereditária, antes de darmos prosseguimento ao tratamento podem ser necessários aconselhamento e pesquisa genética.